Aspectos morfoestruturais do carste em arenitos no Nordeste Brasileiro: O caso de Castelo do Piauí
DOI:
https://doi.org/10.20502/rbg.v24i3.2249Keywords:
Carste, Arenito, Porosidade, Fratura.Abstract
Diversas feições de carste em arenito ocorrem nos afloramentos da Formação Cabeças (Arenitos Devonianos) na borda leste da Bacia do Parnaíba no Nordeste brasileiro. Nesse trabalho, será enfocado os aspectos genéticos para a formação do carste no município de Castelo do Piauí. A área é formada por superfícies erosivas pontilhadas por feições residuais do tipo ruiniformes que se distribuem na forma de platôs seccionados por galerias multidirecionais, pináculos e tors. Através de trabalhos de campo, fotogrametria de alta resolução e elaboração de perfis de empilhamento vertical, foi estabelecida uma correlação entre estrutura condicionante e forma resultante. Foi possível constatar que a predisposição ao desenvolvimento do carste, nesse caso, é representada pela densidade de fraturamento, que por sua vez é razão da espessura das camadas. Em camadas delgadas, a densidade se mostrou superior, quando comparada as camadas mais espessas (>30cm). O incremento de permeabilidade gerada pela formação de uma porosidade secundária, concentra o fluxo hidráulico e leva a formação de vugs, que são o ponto de partida da carstificação. Os estágios evolutivos iniciam com a formação da galeria, primeiro no plano da fratura e depois expandindo-se ao longo da camada com maior porosidade vugular. A expansão das galerias leva ao colapso de teto com formação de dolinas e a individualização de blocos na forma de pináculos.
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